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terça-feira, 8 de julho de 2014

E os meus planos?

Acordar com você, entrelaçada no seu abraço, recostada no calor do seu peito. Um "bom dia" apressado, um beijo rápido, na correria do dia-a-dia. Um toque seu, calmo nos dias assim, com seu cheiro reconfortante, que me sorrir faz ao abrir os olhos. Se eu pudesse, de perto de você não saía. Uma casa que conquistei com você, o nosso lar. Na nossa cama, eu o seu mundo e você o meu. Não só lá, na realidade. 

Compreensão, respeito, dedicação e amor. Muito amor, o que resolve praticamente todos os problemas da nossa vida. 

Olhares atenciosos, ou admiradores, sorrisos vezes instantâneos, vezes provocados, abraços eternos, mãos dadas, contatos, que acalmam toda a necessidade, conversas, beijos, sentimentos... Dias que voam, ficando pra sempre.

Meus planos...

terça-feira, 22 de abril de 2014

Ei, eu te amo

"Eu te amo". Era tudo que ela queria ouvir dele. 

Que apesar de todas as falhas e das palavras brutas dele, ainda existia amor. Porque ela... Ela o ama apesar de tudo. Do mau humor desnecessário, da implicância boba, da intolerância. Ele é capaz também? Ela se pergunta e acredita que sim. Ele está sempre por perto, afinal de contas. Vezes só fisicamente, vezes inteiro. Talvez ela se contente com muito pouco também. Mas ela precisa ouvir pra se sentir melhor. 

Diz pra ela, Ele. Diga que a ama!

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Preciso de Você


Em todo e qualquer amor, existirão vírgulas. O ponto final pode acabar de vez com uma história que poderia ser linda.

- Eu sou um idiota! – bufou Christopher pela décima vez naquela noite, cobrindo o rosto com o travesseiro. Estava decepcionado consigo mesmo. Virou de um lado pro outro na cama e nada de conseguir pegar no sono. Desde a noite passada não conseguia pensar em mais nada. Só pensava nela e em como fora idiota.

" - Christopher, ele é meu amigo! – a garota explicou ainda com calma, tentando deixá-lo da mesma forma.
- Amigo? – questionou irônico. – Dulce, só você não vê!
- Não vejo, porque não há nada para ver. – suspirou cansada, e recostou no sofá. 
- Claro que há, Dulce, claro que há! – ele elevara a voz e começara a andar para um lado e outro, após ter se levantado. 
Como ela não percebia? Só podia estar brincando, só podia. 
- Amor... – ela o seguiu, levantando também. Mas começara a preocupar-se. – Entenda... Alfonso é apenas meu amigo. 
- Não é apenas isso que ele quer ser, Dulce! – irritou-se. – “Meu amor” pra cá, “Meu anjo” pra lá... e agora essas mensagens todas melosas! – ele tinha o celular da garota em uma das mãos e relia uma das mensagens que ha pouco vira, esse havia sido o motivo da crise de ciúmes. 
- Christopher... – começou firme. – Eu nunca... Nunca dei um motivo pra você não confiar em mim. – ela se aproximou mais dele e tocou seu rosto. – Eu te amo! – ela disse docemente e sorriu para ele. 
- Não sei... – ele mantinha a mirada na direção do chão. - Fala isso pra ele! – disse com extrema irritação na voz, Christopher nem conseguia controlar seus pensamentos naquele momento. 
Como assim? Ela pensou, era só o que faltava, ele não acreditava em seu amor? Era isso? 
- Ok Christopher! – a garota se viu tomada pela raiva também. – Você não confia em mim! E também não acredita em mim! Isso é prova de que você não me ama! – dizendo aquelas palavras, ela virou-se para pegar uma pequena bolsa que estava no sofá. Lembrou-se de pegar também seu celular e com os olhos já mareados, passou pela porta da sala há passos largos.

Christopher sentiu seu coração apertar ao ver Dulce sair daquela forma, mas mesmo assim não conseguiu ir atrás dela. Ele a amava, isso era verdade, mas se tinha alguma coisa que o cegava, essa era o ciúme. Subiu para seu quarto e jogou-se em sua cama. Se Alfonso aparecesse na frente de Christopher naquele momento, ele ficaria no mínimo com o olho roxo."

No dia seguinte chegou atrasado no trabalho, o que não era de se esperar dele. Ficou aéreo durante toda a manhã, e após almoçar também. Era claro que algo havia de errado nele, mas o deixaram quieto.

Por um momento Christopher achou que não tinha como resolver aquilo. Tentou dormir... Tentou uma vez e outra, mas realmente não conseguia. Se levantou da cama e acendeu a luz, para logo encarar o relógio que se encontrava em uma cômoda ao lado da cama: já passava das duas da madrugada.

- O que será que ela está fazendo? – Christopher se perguntou e soltou um longo suspiro. Como ele podia amar tanto aquela garota e fazer o que fez? Ele sabia que ela o amava, porque havia a questionado então? – Droga! – nem ele conseguia entender.

Mas tinha que fazer alguma coisa, não tinha? Sim, tinha. Ele concluiu em pensamento. Se dirigiu ao banheiro, jogou um pouco de água no rosto e depois de pegar um casaco, desceu rapidamente as escadas de sua casa. 

Saiu andando de pressa pelas ruas... Seu destino? Estava a caminho da casa da mulher de sua vida, não iria perdê-la assim, não tão fácil. Talvez ela não o perdoasse, mas ele tentaria. Era isso que importava. 

Quando a casa de Dulce se aproximava Christopher parou e olhou em volta, havia muitas flores nos jardins das casas vizinhas, sem nem pensar ele colheu uma rosa branca, eram as preferidas dela. Ele sorriu ao lembrar do sorriso da garota. Andou mais um pouco e parou em frente a casa dela. 

Pensou em desistir... E se ela não aceitasse suas desculpas? Ele não suportaria isso.
Mas ele tinha que ir em frente, não podia ser covarde. Afinal, só ela o fazia feliz. 

Tocou a campainha e se afastou da porta, escondendo a rosa atrás de si e olhando para cima. Viu uma luz se acender no quarto de Dulce e sentiu seu coração bater ainda mais forte, se é que era possível. Ele continuou olhando fixamente para a janela, na esperança de que ela aparecesse ali. E foi o que aconteceu... Ela abriu a janela. 

- O que você está fazendo aqui? – disse fria, fazendo Christopher engolir seco. – Vá embora, não vê que é tarde?
- Dulce... – pensou em algo para dizer, mas não saiu nada. – Quero conversar com você. – arriscou.
- Mas eu quero dormir, Christopher. 
- Por favor, Dulce! – a olhou implorando e ela apenas suspirou, vencida. Ele não evitou sorrir ao perceber que ela desceria. 

Dulce girou a maçaneta da porta com certo receio, não sabia o que Christopher queria com ela, mas ela o amava demais para não sentir as pernas bambearem sempre que ele estava perto. Abriu a porta enfim, e o encarou. Ele não disse nada, apenas observava com carinho aquele rosto que ele tanto adorava olhar, admirar... Dulce olhou pro chão intimidada com aquele silêncio.

- Estou aqui, Christopher... O que você quer? – ela decidiu dizer algo, ou ficariam ali. Ele piscou os olhos e abriu a boca para falar.
- Dulce, eu... - sua voz falhou. – Eu...
- Você, o quê? – foi a vez dele não conseguir encará-la. 
- Me desculpa, por favor... – disse sem olhar pra ela. E continuou – Eu não consegui parar de pensar em você um segundo sequer, você não sabe como dói saber que a pessoa que você mais ama está magoada com você. 
- Talvez eu não saiba mesmo, mas sei como dói saber que quem você ama não confia em você. – Christopher levou seu olhar à Dulce, e deixou uma lágrima cair. 
- Eu sou um idiota eu sei, mas eu te amo, Dulce. – a vontade de Dulce era se jogar nos braços daquele idiota o mais depressa possível. – Me perdoa, eu não consigo e não quero viver se não for ao seu lado. Sem você, eu fico incompleto... – e não, ela não conseguiu segurar as lágrimas que começaram a descer. Ele tocou-a o rosto, tentando secá-lo e lhe entregou a rosa que mantinha na outra mão. – Pra você... Toda vez que vejo uma, lembro do seu sorriso. – era incrível como ele conseguia fazer seu coração acelerar apenas com algumas palavras. Ninguém a fazia tão bem quanto ele.
- Me abraça? – um sorriso meigo se formou na face molhada da garota. Christopher apenas obedeceu, e aconchegou a ruiva em seus braços. Ali, com ele, ela se sentia protegida de tudo e todos. Naquele abraço os dois se viam livres de toda a dor de não ter um ao outro, pois aquele singelo gesto os fez crer, crer no amor que sentiam um pelo outro. Crer que aquilo não diminuiria por nada, que aquilo jamais cessaria.

FIM :)

Escrita em 2008.

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

A.. o que?

E aí, o que significa o amor?

Para Camões:

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;

É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;

É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.

Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"

Por Roupa Nova (Cleberson Horsth - Ricardo Feghali):

"O amor é um furacão
Surge no coração
Sem ter licença prá entrar
Tempestade de desejos
Um eclipse no final de um beijo
O amor é estação
É inverno, é verão
É como um raio de sol
Que aquece e tira o medo
De enfrentar os riscos
Se entregar... "

Clarissa Corrêa:

“Amor pra mim é aquela vontade da gente se fundir com o outro até o mundo terminar. Tem um quê de desespero, pois a gente tem medo da perda. Tem um quê de descontrole, pois ninguém tem domínio de um sentimento tão puro quanto esse. Tem um quê de coragem, porque a gente passa por cima de muitas coisas. Tem um quê de paciência. Tem um quê de cumplicidade. Tem um quê de segredo. Tem uma pitada de muitas coisas. Amar é perder o nojo, pois amando a gente percebe que o outro é uma pessoa - e as pessoas são sujas de vez em quando. Amar é abrir os braços e ir - sem saber o que existe mais adiante.”

Cristina Guerra:

"O que eu aprendi sobre o amor, filho, é que ele é feito de faltas e presenças. E que nenhuma das duas pode faltar.
Aprendi que o amor é feito de liberdade. É como ter, todos os dias, muitas outras opções. E ainda assim fazer a mesma livre escolha."

E Caio Fernando Abreu:

"Amor não resiste a tudo, não. Amor é jardim. Amor enche de erva daninha. Amizade também, todas as formas de amor."

Para mim? Olha.. eu concordo com as citações acima e só sei que deve ser aproveitado o máximo possível, pois não creio que ele seja sempre eterno não...